domingo, 21 de novembro de 2010

Frases e citações marcantes

Not all the ships which enter the Tagus leave again.
Frase de um site ingles.

Os lisboetas recordam-no com carinho. E não o deixam ir ao fundo.
Memorias

Alô! Alô! Gaivotas, Tollan!
Talvez das mais famosas.

Barco do amor

O Grémio Lisbonense recebeu em Março de 2007 a última festa do Tollan, um acontecimento que visava juntar vários "encalhados" (ler: solteiros) lisboetas à volta de música, bebida e recordações de um navio naufragado. A festa, lia-se nos convites a circular pela internet na altura, visava "dinamizar o mercado" e juntou mais de 100 pessoas, sobretudo mulheres acima dos 30. Vera Soares e Rui Lucas estiveram no Grémio nessa última noite e encontram motivos para que a festa não se tenha repetido. "Havia todo o tipo de gente, mas a cena de engate era tão descarada que chegava a ser desconfortável", lembra Vera. "Uma autêntica batalha naval, com tipos a disparar para todos os lados. Lá para o final da noite o ambiente ficou estranho", recorda Rui.

Barco-cantina

Os mais saudosos do Tollan têm no número 134 da Rua dos Remédios um lugar para desfiar memórias - ou bacalhau cozido com batatas, uma das especialidades. O restaurante Tolan (durante apropriação popular ao nome do barco roubou-se um "l") é um estabelecimento simples que serve comida tradicional portuguesa a preços de ocasião. Morada frequente para jantares de turma, tem como principal referência ao barco encalhado uma pintura de autor incógnito na parede - e a proximidade geográfica à doca do Jardim do Tabaco, onde o barco encalhou.

As Páginas Amarelas registam ainda um Café Tolan, em Alverca, mas mais assinalável é a existência de um pão com esse nome à venda pelo Ribatejo: a forma é semelhante ao do casco do barco, tal como se via a partir do Terreiro do Paço. No fundo, não é muito diferente de um pão saloio.

Barco ao fundo

Na sua edição de 17 de Fevereiro o diário britânico "The Times" dedicava uma breve aos acontecimentos da manhã do dia anterior em Lisboa. "Três desaparecidos depois de barco britânico se ter afundado", titulava o texto assinado por um correspondente. A contagem de vítimas do naufrágio aumentou para quatro no dia seguinte. Depois do embate com o navio sueco Barranduna, 12 dos 16 tripulantes do navio saltaram para o nevoeiro e conseguiram salvar-se. Os outros quatro, que na altura do embate estavam nos camarotes, teriam oxigénio suficiente para viver durante mais de três horas, mas os mergulhadores não chegaram a tempo. O "Correio da Manhã" tratou de retratar esta realidade com uma frase em negrito: "Se não morreram afogados, morreram asfixiados". Entre as vítimas do acidente estava a mulher do oficial de máquinas, Colin Campbell, e tripulantes de origem indiana como Sashi Tampi. Este último ainda apareceu nas águas acenando para terra, mas acabou por desaparecer antes que um barco de salvamento o pudesse alcançar.

Os dias seguintes foram passados com buscas infrutíferas de mergulhadores portugueses - "subiram ao casco e bateram à procura de uma resposta sonora", descreveu o "Diário Popular" - e estrangeiros. Dois dias depois do naufrágio, o barco rodou 180 graus durante a maré cheia. E o Tollan não deu mais notícias.

Depois da motora Farrusca conduzir o reverendo Ravenshdale até aos destroços para a cerimónia fúnebre, duas semanas depois da tragédia, o Tollan foi abandonado à sua sorte, com a proa presa a uma âncora e o casco teimosamente à tona. Em Portugal não havia equipamento para retirar dali o navio e foi preciso esperar por intervenção estrangeira. Três anos depois, Lisboa despedia-se do Tollan.

Barco-estátua

Foi durante esse tempo que os lisboetas adoptaram a embarcação naufragada como símbolo da cidade - e de uma passividade logística difícil de explicar. No dia 2 de Dezembro a empresa alemã Sealift começou a virar o Tollan, que por esta altura e devido ao mau tempo estava com o casco de lado. Centenas de pessoas juntavam-se junto ao Tejo: "Um espectáculo nunca visto que nenhum lisboeta deve perder, aqui mesmo no centro da cidade", lembrava com pompa o "Correio da Manhã".

À beira-rio mantiveram-se outros pontos de atracção turística como a Torre de Belém ou Padrão dos Descobrimentos. Com mais história e menos susceptíveis aos caprichos das marés.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PÓING!

Sou do tempo em que tudo era melhor!
Assim, sem mais rodeios e indisponível para aceitar o contrário...
A prova disso é ser possível sentir saudades do Tollan.

Esse mamarracho que era o farol dos cacilheiros, o prenúncio da chegada a Lisboa, a vista de tantos casais enamorados (ou não, porque a tusa é que interessa - homenagem a Dinis Machado), sentados no Cais do Sodré, de olhos postos nele (Tollan) e mãos nas braguilhas mútuas, de ímpetos reprodutivos quase tão intensos como os das ratazanas que saltavamentre rochas sem nunca escorregar no verde manto que as cobria (às rochas).

Tollan jazia, de proa orgulhosamente invertida (era, portanto, o Nalot), entre o Cais das Colunas e a antiga rampa de acesso aos ferrys, náufrago de um tempo em que se soubera o porquê de tal desventura. No meu tempo, poucos eram os que o poderiam atestar. Tollan era, simpesmente. Estava ali. Era mais lisboeta que os Beirões que chegavam, às resmas, ao Campo das Cebolas, via Resende, e saltavam directamente para trás de um balcão de café para servir bifanas e jaquinzinhos d'ontem com dedos de enchada e unhas negras. Muito mais lisboeta que os universitários que foram chegando e ficando nos bairros antigos de casas recuperadas, interiores irreconhecíveis, nem o lava-loiça de mármore ou o calendário da Nossa Senhora de Fátima sobraram, quanto mais o cheiro a peixe frito entranhado na cortina do postigo. Estes, nunca viram Tollan. Sabem lá o que é Lisboa!

Tollan era a cidade. E todos nós. Era Portugal!
Uma velha que se sentava à mesa do café às 9h, pedia um garoto e ficava até às 16h??? Imediatamente alcunhada de Tollan. Alguém que, depois de uma semana de prisão de ventre, ia à casa de banho e dava as suas 14 puxadelas de autoclismo como inúteis? É porque deixara, encalhado, um Tollan!

Com ele se foi tanto folclore.Uma talhada da nossa cultura, arrancada à bruta. A dor da perda, Tollan. Encalhar, esse teu mal, fez tão bem a Portugal. Que era outro, nesse tempo.
Melhor, pois. PÓING!

Tollan... meu amigo de infância.

Em criança as idas a Lisboa eram sempre uma ocasião especial. A viagem era feita de comboio e dentro da cidade nos velhos autocarros da Carris. Ir a Lisboa era sinónimo, invariavelmente, de uma ida ao médico, ou visita a alguém. Por isso, chegava pelo Cais do Sodré e, quase sempre, o autocarro levava-me ao longo do Tejo até ao Terreiro do Paço, onde virava embrenhando-me na Baixa.

Ora, durante vários anos, nesse trecho do percurso, espreitava com ansiedade a aparição do Tollan, fiel amigo da navegação fluvial que ali permaneceu durante muito tempo. O Tollan é uma memória difusa, mas ainda assim forte.

Pesquisei na internet para avivar a minha memória e descobri que o barco era um porta-contentores Inglês que afundou-se a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro sueco Baranduna no rio Tejo. Após várias tentativas, foi finalmente voltado e afastado do Terreiro do Paço a 2 de Dezembro de 1983. Serviu portanto de poiso às gaivotas e motivo para muitas visitas ao Tejo, durante cerca de anos. Peças do Tolan chegaram mais tarde a serem leiloadas. Aquele barco, conhecido como o"porta-aviões das gaivotas", tinha parte da quilha à tona, o fundo vermelho ao sol desbotava, enquanto o resto do aço desaprecia nas profundezas do rio que banha Lisboa.

Ali se afundou, em condições e por causas que diziam ter sido estranhas. Ali permaneceu, alimentando histórias contadas à boca pequena, de que a sua carga continha armas para tráfico, ou de que no seu interior estariam cadáveres que não interessava descobrir.

Era um marco de Lisboa, quando a visitava, naquela década de 80. O Tollan, no Tejo, alimentando intriga. Era um risco para a navegação. Tarde, disseram os marinheiros, foi removido. Tardou, mas o rio perdeu o seu afundado amigo, e as gaivotas perderam o seu poiso privilegiado, de onde contemplavam o tráfego dos cacilheiros e das gentes que diariamente alternavam entre as margens do Tejo.

Imagem de Marca de Lisboa

Tollan em 1982

Durante anos serviu de pouso para as gaivotas e ficou como imagem de marca para quem entrava em Lisboa vindo da Margem Sul. Eu, chegava a Lisboa com a minha mãe e antes do barco atracar, procurava o "Tolan". Lá estava ele.

Várias foram as tentativas para o remover do local. Devido á demora, rumores foram criados que o Porta-Contentores podia estar a fazer tráfico de armas. Algo que não podia ser revelado.

Mas a 2 de Dezembro de 1983 o "Tolan" foi removido das águas do Tejo.
Lisboa deixou de ter o seu "triste" monumento e para os marinheiros a navegação naquele local tornou-se mais segura.
- de Goldentiger

Escrever composições na escola

Tollan... ou Tollens. Não faço ideia. Uma coisa dessas.

O que sei é que havia um navio enorme virado de barriga para o ar no Tejo que fez parte da minha infância.

Curiosamente a imagem que guardo não é a vista do terreiro do paço, ou de qualquer outro ponto de terra, mas sim do ar. A vista da Ponte sobre o Tejo.

Nas expedições familiares a Sesimbra, Costa, Troia ou Algarve, a passagem sobre a ponte era um momento alto. Isso e a travessia de barco de e para Setúbal quando o chefe de família assim o entendia. A contar alforrecas e preservativos nas águas do Sado. Adiante.

A passagem da ponte era um momento de excitação a bordo da viatura familiar. Espetávamo-nos à janela a ver tudo. O Tollan era um elemento estranho mas que me lembro desde sempre. Adorava.

Dizem as pesquisas no Google que era um porta-contentores Inglês que afundou-se a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro Sueco Baranduna no rio Tejo. Após várias tentativas, foi finalmente voltado e afastado do Terreiro do Paço a 2 de Dezembro de 1983.

Pelos vistos só lá esteve 3 anos. A memória e a perceção do tempo nas diferentes idades têm destas coisas. Diria que esteve lá uma eternidade. E digo também que nunca mais me esqueço do dia em que íamos atravessar a ponte, me estico para a janela para o ver e ele não estava lá. Pelos vistos tinha 9 anos.

Cheguei a escrever composições na escola sobre isso. Duas mais precisamente. Numa punha o Tollan a falar na primeira pessoa. Noutra, já no secundário, era o Tejo o narrador.

Acho que ainda as tenho algures.

Tenho que as procurar.

- de M.

Tinha que pagar p'ra ver


Eu lembro-me de ver o Tollan da primeira vez que vim a Lisboa. Havia uns binóculos no Terreiro do Paço, orientados para o Tolan, daqueles montados, de ferro, e tinha de se meter uma moedinha. Era muito caro acho eu, o meu pai mandou-me dar uma curva quando lhe pedi para ver. Mesmo assim tentei ver mas não se via nada sem pôr a moedinha.
Tinha de se pagar para ver bem.
- por LB

Até uma grua se virou

Trablalhos sobre a remoção do Tollan - 2ª tentativa
Quando era um jovem menino que morava num prédio da Rua Vitor Cordon com janelas viradas para o Tejo. Um certo dia cheguei a casa após a escola, e lá estava ele de barriga para o ar como uma baleia vermelha encalhada.

Primeiro tiraram os contentores com produtos químicos perigosos ... os contentores durante anos ficaram na praia de pedra que ali havia, depois uma das gruas que tentou virar o Tollan também virou-se e só com uma segunda grua muito maior foi possível.

Foi aí que deixamos de ter Tollan no Rio Tejo...

Bons tempos,
Obrigado pela memória das fotos.
por - Fvcarq

Recordando o Tollan

Chamava-se "Tollan" e precipitou anedotas, batismos de estabelecimentos e alcunhas. Fernando Miranda Gomes comandava o porto de Lisboa quando o navio inglês colidiu com o sueco ‘Barrancuda’ junto ao cais do Jardim do Tabaco. "Estava cheio de contentores. Os que estavam no convés foram logo apanhados. Traziam frangos! Lá andavam a descongelar no rio. Às tantas o navio virou-se". Então em final de comissão, em vinte dias passou à reserva. Foi o tempo entre o "Tollan" encalhar e virar completamente junto ao Terreiro do Paço. Antigo capitão do navio "Sagres", Miranda Gomes, 85 anos, reformou-se em 1991.
Está em casa, em águas de descanso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Dia Seguinte


Na sua edição de 17 de Fevereiro o diário britânico "The Times" dedicava uma breve aos acontecimentos da manhã do dia anterior em Lisboa. "Três desaparecidos depois de barco britânico se ter afundado", titulava o texto assinado por um correspondente. A contagem de vítimas do naufrágio aumentou para quatro no dia seguinte. Depois do embate com o navio sueco Barranduna, 12 dos 16 tripulantes do navio saltaram para o nevoeiro e conseguiram salvar-se. Os outros quatro, que na altura do embate estavam nos camarotes, teriam oxigénio suficiente para viver durante mais de três horas, mas os mergulhadores não chegaram a tempo. O "Correio da Manhã" tratou de retratar esta realidade com uma frase em negrito: "Se não morreram afogados, morreram asfixiados". Entre as vítimas do acidente estava a mulher do oficial de máquinas, Colin Campbell, e tripulantes de origem indiana como Sashi Tampi. Este último ainda apareceu nas águas acenando para terra, mas acabou por desaparecer antes que um barco de salvamento o pudesse alcançar.

Os dias seguintes foram passados com buscas infrutíferas de mergulhadores portugueses - "subiram ao casco e bateram à procura de uma resposta sonora", descreveu o "Diário Popular" - e estrangeiros. Dois dias depois do naufrágio, o barco rodou 180 graus durante a maré cheia. E o Tollan não deu mais notícias.

Depois da motora Farrusca conduzir o reverendo Ravenshdale até aos destroços para a cerimónia fúnebre, duas semanas depois da tragédia, o Tollan foi abandonado à sua sorte, com a proa presa a uma âncora e o casco teimosamente à tona. Em Portugal não havia equipamento para retirar dali o navio e foi preciso esperar por intervenção estrangeira. Três anos depois, Lisboa despedia-se do Tollan.

Restaurante Tollan

Os mais saudosos do Tollan têm no número 134 da Rua dos Remédios um lugar para desfiar memórias - ou bacalhau cozido com batatas, uma das especialidades.

O restaurante Tolan (durante apropriação popular ao nome do barco roubou-se um "l") é um estabelecimento simples que serve comida tradicional portuguesa a preços de ocasião. Morada frequente para jantares de turma, tem como principal referência ao barco encalhado uma pintura de autor incógnito na parede - e a proximidade geográfica à doca do Jardim do Tabaco, onde o barco encalhou.

R. dos Remédios 134
Lisboa, Portugal
+351 218 872 234


As Páginas Amarelas registam ainda um Café Tolan, em Alverca, mas mais assinalável é a existência de um pão com esse nome à venda pelo Ribatejo: a forma é semelhante ao do casco do barco, tal como se via a partir do Terreiro do Paço. No fundo, não é muito diferente de um pão saloio.

O nome Tollan

Na mitologia mesoamericana, Tollan é o nome dado ao lugar mítico de origem, em muitas tradições da América Central, incluindo os dos Astecas e K'iche' Maya. No épico de Popol Vuh - K'iche' as primeiras pessoas criadas são reunidas em Tollan, o lugar das sete cavernas, onde recebem suas línguas e os seus deuses.

Também conhecido como: O Porta-Aviões das Gaivotas, A Baleia Vermelha, O Farol dos Cacilheiros

Outros Nomes: Tolan, Tollens, Tolã, Tó Lã

Fábula do Tollan e do Lobo

Foi numa manhã de nevoeiro, cerrado e húmido, que o cargueiro "Tollan", de nacionalidade inglesa, abalroou o navio sueco "Barranduna", ali bem junto ao Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, em Lisboa. O "Tollan" afundou-se em cinco minutos e morreram quatro dos seus 20 tripulantes.

Especulou-se muito sobre o conteúdo dos contentores, alfaias agrícolas, máquinas de escrever, chá verde e umas estranhas "caps", diminutivo de cápsulas, e que eram provenientes da então Checoslováquia, mas ninguém, que se saiba, reclamou os haveres.

O 'corpo' do "Tollan" ali se manteve, de casco virado, qual cetáceo, durante quase três anos, servindo de poiso às gaivotas e de tema ao anedotário nacional. Pessoas vindas de todo o país fizeram autênticas romarias até ao 'fenómeno', sobretudo quando se projectava uma nova tentativa de salvamento.

Na noite, igualmente fria, de 12 de Dezembro de 1983, às 20h20, o 'cetáceo' mostrou-nos, finalmente, o seu lado oculto. Mas desta vez o público não esteve presente, talvez porque, como na fábula do rapaz e do lobo, não acreditou que era daquela que se resolvia o assunto.

Comandante do Porto de Lisboa

Fernando Miranda Gomes comandava o porto de Lisboa quando o navio inglês colidiu com o sueco ‘Barrancuda’ junto ao cais do Jardim do Tabaco. 'Estava cheio de contentores . Os que estavam no convés foram logo apanhados. Traziam frangos! Lá andavam a descongelar no rio. Às tantas o navio virou-se'. Então em final de comissão, em vinte dias passou à reserva. Foi o tempo entre o ‘Tollan’ encalhar e virar completamente junto ao Terreiro do Paço. Antigo capitão do navio ‘Sagres’, Miranda Gomes, 85 anos, reformou-se em 1991. Está em casa, em águas de descanso.

Festa do Encalhado

Um pouco sobre a ideia de organizar as "Festa do Tollan".
Exemplo de uma festa organizada

Nome: "Tollan" - Em memória do cargueiro inglês encalhado no rio Tejo nos anos 80. Uma forma súbtil de chamar a esta a "FESTA DO ENCALHADO".

Objectivo: "Dinamizar" o mercado humano.

Público Alvo: Preferencialmente indivíduos descomprometidos, no entanto todos os outros estados "de espírito" serão bem vindos (remete para o ponto seguinte).

Lema: Cada um vai à sua responsabilidade.

Data: Todos os "2 de Dezembro" de cada ano, para celebrar o dia do desencalhe do Tollan.

Local: Num lugar seco e longe do Rio Tejo.

Entrada: Paga 5 Tollans, por exemplo, com direito a 1 bebida branca ou 2 refrigerantes.

Confirmação deverá ser obrigatória até (uma data anunciar) com os seguintes dados:

Nome e dois últimos apelidos (obrigatório)
Estado de "espírito":
  1. Comprometido(a)
  2. Descomprometido(a)
  3. Não sabe bem (opcional, mas dava jeito)
E-mail de contacto - para envio de informações/alterações (opcional).

Só terão acesso à festa as pessoas com o nome na "Guest List".

Não o deixam ir ao fundo

Os lisboetas recordam-no com carinho...
e não o deixam ir ao fundo.

Como o Tollan...

Às vezes sinto que a minha vida é como o Tollan.

Nada evolui, nada anda para a frente.

Pelo menos valha-nos o facto de que também nada regride!

E assim vai a vida!

de Ninhas - Cascais, Portugal

domingo, 14 de novembro de 2010

TOLLAN 1979 - 1980

A curta história do Tollan resume-se na seguinte cronologia:

Tackler 3 Ltd., (Sea Containers Chartering Ltd.), Bermuda dá ordem para se contruir 5 navios de classe cargueiro.

1978: É colocada a quilha do barco com o nome TACKLER CARIBIA.
A construção dá-se na doca 315 feita pela Kasado Dock Company Ltd., em Kudamatsu, Japão.

22 de Fevereiro de 1979: É lançado com o nome TOLLAN mas só em Maio do mesmo ano o navio fica concluído.

16 de Fevereiro de 1980: Colide em pleno nevoeiro com uma grua flutuante sobre o rio Tejo. Voltou-se e afundou.

Declarada a perda total do vaso, os destroços são vendidos à Sotramar (Sociedad de Transitos Maritimos, S.A.), Valencia, Itália.

12 de Fevereiro de 1983: Naufrágio foi corrigido e reflutuado de atracação e de revenda.

Este é o cargueiro Tollan

Esta é uma fotografia do M.V. Tollan de corpo inteiro, antes do fatal naufrágio em Lisboa. É certamente motivo para dizer "Mas ca' ...